10 OUT | 21h30 | VICE-ROYALE.VAIN-ROYALE.VILE-ROYALE de Sónia Baptista
Teatro G. de Resende | Évora


Ficha Artística e Técnica

Direcção/Concepção/Textos Sónia Baptista
Filme/Vídeo Rui Ribeiro
Assistência de Realização Jorge Gomes, Micaela Fonseca
Música Original Alex Alves Tolkmitt
Desenho de Luz Pedro Machado
Intérpretes Sónia Baptista, Rogério Nuno Costa
Designer Nuno Coelho
Figurinos/Adereços Sónia Baptista
Fotografia Jorge Gomes
Produção Executiva João Lemos
Uma Produção Prado
Co-Produção Culturgest (PT), Buda (BE)
Apoios WpZimmer (BE), O Espaço do Tempo, Kodak, Crice,
Projecto financiado por Direcção Geral das Artes, Ministério da Cultura

Duração da obra
70min
Escalão Etário Maiores de 12 anos
"Vice-Royale. Vain-Royale. Vile-Royale", é um tríptico. Uma performance que convoca as linguagens conceptuais e emocionais da dança, do cinema, da música e da poesia. Um espectáculo que apresenta e representa três personagens femininas deslocadas e desditosas numa sugestão de terras e tempos distantes.

Digamos que te encontraste numa altura em que o teu país dizia ter um poucochinho da China, um pouco mais da Índia, muito de África e professava o Brasil como um paraíso fraternal. Imagina que nessas terras distantes vivias em profunda angústia tentando em vão domesticar o exótico. Digamos que o exótico não podia ser domesticado. Então, imagina que em solo estranho e hostil tentaste manter a tua dignidade realmente mas a cada tentativa falhando redondamente.

Como é que vives então? Como é que manténs a sorte do teu lado? Como é que ocupas esse tempo malogrado?

Digamos que és uma mulher a viver algum tempo antes de a Jane Austen nascer. E, ironia, horror, digamos que sabes que a Jane Austen está quase aí e que com ela as mulheres terão uma voz de poderosa substância, vingando anos de envergonhado e amordaçado silêncio, mas tudo isso não no teu tempo. Sim, sabes que ela aí vem, e sabes bem o que isso implica mas para ti em vão a tua vida fica .
Como é que vives então? Como é que manténs a sorte do teu lado? Como é que ocupas esse tempo malogrado?

Imagina que és notoriamente conhecida como uma fumegante e tentadora criatura. Imagina que desde sempre isso te foi imposto e que não tiveste outra escolha senão a de cumprir desditosamente o teu papel.

Mas imagina que no fundo do teu tímido coração o que tu és honestamente é uma refrigerante e decorosa criatura com indizíveis paixões a povoar um escuro berrante. E imagina que para ti o desejo é tão somente e só uma bête noire desconcertante.

Como é que vives então? Como é que manténs a sorte do teu lado? Como é que ocupas esse tempo malogrado?
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