17 OUT |18h00| A PREGUIÇA ATACA ? de Aldara Bizarro | Black Box | Évora
Espectáculo de dança para crianças e contexto familiar


Ficha Artística e Técnica

Concepção e Direcção Aldara Bizarro
Interpretação/Co-criação Ainhoa Vidal e Alban Hall
Interpretação Actual Yola Pinto e Peter Michael Dietz
Música Original Vítor Rua
Vídeo João Pinto
Luzes Carlos Ramos
Operação de Luz Catarina Codea
Apoio na área da Filosofia Dina Mendonça
Fotografia António Rebolo e Edméa Brigham
Produção Executiva Andrea Sozzi e Rita Vieira
Apoio informático Pedro Joel
Apoio Fifanta
Co-Produção Centro Cultural de Belém, Centro de Pedagogia e Animação
Produção Jangada de Pedra
Estrutura financiada pelo Ministério da Cultura, Direcção Geral das Artes
Entrevistados Vídeo
Alfredo Saramago, Ana Merelo, Adelino Tavares, Alberto Pimenta, Catarina Molder, Clara Andermatt, Fernando Rosas, Francisco José Viegas, João Pombeiro, Jorge Palmeirim, Lígia Pereira, Maria José Alves, Miguel Pereira, Natália Pais, Sr. Nuno e Pedro Cabral

Duração da Obra 60 minutos sem intervalo
Escalão Etário Dos 12 aos 15 anos e contexto familiar
A temática deste espectáculo assenta sobre uma proposta filosófica que pretende questionar de uma forma divertida a postura actual da sociedade relativamente a aspectos como o trabalho, a produtividade do indivíduo e a preguiça. Para o desenvolvimento do campo conceptual, a colaboradora Dina Mendonça interveio com uma abordagem destas questões orientadas para um público jovem e adulto, no sentido de abrir outras perspectivas sobre o tema em questão.

É mau sentir preguiça?
Isso de não deve fazer nada existe? Quando estás a praticar o nada, o que estás a fazer?
Um ser humano existe sem preguiça?
Quando não nos apetece fazer nada, será porque nos apetece fazer tudo? Ou outra coisa?
O trabalho liberta?
E a preguiça? Prende?

Quando somos crianças, a preguiça acaba quando nos espreguiçamos e só regressa quando estamos exaustos da brincadeira. Quando somos adultos, a preguiça envergonha-se perante o trabalho que se avoluma e ninguém admite que a sente. Quando estamos a meio do caminho, o tempo saboreia-se e o que pode ficar para amanhã, fica suspenso na doçura de um bocejo...

Começa com histórias. Tudo começa com histórias...
E, de repente, no meio da partilha entre o cansaço e o descanso, na lenta sugestão de aspectos da preguiça — a medida da vontade, o não querer fazer frente ao movimento contínuo de outros, a adopção do modo da Preguiça—os bailarinos são atacados.
Essa linha directa que se desenha no espaço, desde os seus corpos até ao vórtice, é uma linha de emoções mistas. Quem a vê está suspenso, vive numa ânsia curiosa e medrosa, e tem uma vontade contraditória de os ajudar a fugir e simultaneamente, de os deixar ir. Isso produz uma ligeira tensão na cadeira mas que se disfarça bem. A preguiça parece simples mas quando se a olha à lupa, ela revela-se complexa e estranha, ensina-nos algo de incómodo. Revelamo-nos, por um lado, guerreiros destemidos e, por outro, bonecos encaixados. A preguiça mostra que se somos capazes das mais arrojadas loucuras também somos cobardes para as mais recatadas acções.
Ver dois corpos assim a desenhar a preguiça, rompendo o espaço, deixa-nos com uma afinada atenção para ouvir.
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