| O texto 1993 de José Saramago, abriu caminho para a incoerência e incompreensão entre o corpo da dança e os intérpretes. Nasceram 2 momentos: 1- a procura de uma forma no universo de Saramago - 1993 - um corpo usa o seu material habitual de trabalho para construir uma figura feminina que acaba presa a preconceitos estilísticos. 2- Libertos de constrangimentos autor e obra partem na procura de relações em universos previamente estabelecidos pelo criador. Um RX das atitudes humanas. Afinal a criação já era Objecto Quase em 1993. Há mais questões. Há sempre mais questões. Encontraram espaço nas necessidades vitais do ser humano para a sua sobrevivência psíquica, numa desordem que alterna a ordem. Incapacidade de nos saber mover, existir, agir na condição de ser humano. |
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| In Programa do Espectáculo |
| Imprensa |
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| " Se a primeira é apresentada como sendo uma peça intimista e " por vezes reservada, uma história sem tema pré-determinado", "Olho Fogo" tem o Alentejo como tema central - as gentes, a paisagem e o cante." |
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| In Jornal Diário do Alentejo | 11/12/98 |
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“O Corpo Liberto.
Textos de Saramago num espectáculo da Companhia de Dança Contemporânea de Évora.
A primeira criação de autoria de Nélia Pinheiro, articula o movimento e o corpo com a linguagem verbal, usando textos de José Saramago da obra O Ano de 1993, cantados ou lidos pela artista moçambicana Eldevina Materula. Objecto Quase, com dramaturgia de Rafael Leitão, resultou da exploração de informações colhidas nos meios de comunicação social, conta histórias, mostra retratos e comportamentos. E procura uma forma nessas histórias, um corpo liberto, desarticulado de um texto. Este é justamente um dos objectivos da Companhia: criar composições coreográficas que sejam desafios para o corpo, abrir caminho à espontaneidade criativa.” |
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Alexandra Correia in Revista Visão | 20/04/1999 |