| 1999 - 25 anos de Abril - 50 anos dos direitos do homem. Na Segunda Guerra Adolph Hitler e os nazis quase levaram a cabo a "Solução Final". Setenta e cinco por cento dos judeus da Europa foram aniquilados. Adolph Hitler instruiu os responsáveis pelo assassínio de 11 milhões de pessoas inocentes a "fecharem o coração à piedade". Hoje na civilizada Europa o racismo e a xenofobia irrompem para uma escala preocupante. Os conflitos como vulcões adormecidos por um medo imposto, rebentam por todo o lado e desfazem as geografias convencionadas. A passos largos o mundo regressa à barbárie e ignora os direitos mais elementares de liberdade do homem. As condições que permitiram a ocorrência do holocausto: racismo, intolerância e fanatismo, ainda hoje existem. Testemunhamos os campos de morte do Camboja, os massacres de Timor e Ruanda, a pilhagem, destruição e limpeza étnica no Kosovo. "Perfilados de medo, sem mais voz, o coração nos dentes oprimido, os loucos, os fantasmas somos nós". Um diálogo entre a dança e a expressão teatral. Um diálogo de exortação da liberdade, dos direitos do homem, dos "sem terra", dos fracos que a história não reza. Passo a passo, com os ouvidos nas páginas cheias de casos limites, se redescobriu as necessidades vitais do ser humano para a sua sobrevivência psíquica. A incapacidade de se saber mover, existir, agir na condição de homem. As personagens são o resultado de toda a violência física e mental, que assenta quotidianamente a sua existência na prepotência, no sexismo, no servilismo e na lei do mais forte. A acção é uma anti narrativa com o recurso a retornos e apelos interiores, que por vezes torna a linguagem incoerente, porque as relações se sobrepõem por uma associação de emoções, à cronologia dos acontecimentos. Uma colagem de situações gritantes, de indícios de loucura, evasão e ironia pungente. |
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| In Programa de Espectáculo |